segunda-feira, 16 de maio de 2011

RECOMENDAÇÕES



O filme conta a história de Zeca (Caio Blat) que é um escritor de 30 anos que não consegue escrever. Casado com Júlia (Maria Ribeiro) há cinco anos, que é professora de Belas Artes e sonha em fazer um curso Paris. Os dois vivem em crise no casamento por serem diferentes: Zeca não sabe o que quer da vida, fica perambulando pela cidade imaginando as histórias que não escreverá, enquanto Júlia sabe exatamente o que quer e luta para que isso aconteça. Quando Júlia se aproxima de Carol (Luz Cipriota), uma de suas alunas, ele começa a imaginar que elas são amantes.

A maneira com que a trama se desenvolve nos faz ficar envolvidos nas vidas dos personagens. Como se em 90 minutos de filme nós vivêssemos aquilo.

A arte e a fotografia são de excelente qualidade. Elas se completam no filme dando um ar de realidade e clareza. Os enquadramentos retratam o Rio de Janeiro que não é mostrada nos filmes. Dá até vontade de morar lá.

O roteiro não perde para nenhum filme hollywoodiano de comédia romântica. Ele tem o riso, a dificuldade, o problema de família, o romance e o desfecho inesperado.

Esse é o primeiro filme dirigido por Paulo Halm, que assina o roteiro, e que também foi roteirista de Amores possíveis, A casa da mãe Joana, Pequeno dicionário amoroso, entre outros. Percebe-se na filmografia de Paulo Halm que ele gosta de escrever comédias românticas. E no elenco traz Caio Blat e Maria Ribeiro no primeiro filme que contracenam juntos, e mais Hugo Carvana, Daniel Dantas e Luz Cipriota. 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

THE HARD TIMES OF RJ BERGER



RJ Berger é um adolescente do tipo geek que sofre com as brincadeiras feitas pelos populares do colégio. É apaixonado pela líder de torcida, Jenny, e assediado pela esquisita Lily. Seu melhor amigo é Miles, outro geek que também passa pelas brincadeiras.

Tudo parece ser mais uma série que fala da traumatizante adolescência, mas, não é. Essa série acaba se tornando diferente quando o segredo de RJ é, acidentalmente, revelado. O menino tem um pênis bem grande. Do tipo Kid Bengala. E então, começa seus novos apelidos, do tipo tripé, a menina popular começa a dar bola para ele e seu amigo Miles acha que tudo isso é uma grande oportunidade para eles se tornarem popular.

Os atores não conhecidos trazem a série ao que há de melhor. São bons atores, que trazem veracidade para cada personagem.

A série não tem tabus de falar de sexo, masturbação, relação sexuais de pais e professores.  Esses assuntos tornam os diálogos engraçados e uma das coisas que mais chama atenção na série é que as histórias contadas por qualquer personagem é mostrada em forma de desenho animado.

The Hard Times começou em Julho de 2010, passa na MTV gringa e já está na sua segunda temporada com o desejo de que se tenha a terceira. Cada episódio tem em média trinta minutos, mas quem assiste afirma que é muito pouco para cada episódio.


Essa série vale muito a pena assistir! 

terça-feira, 10 de maio de 2011

De uma ilha à outra - o retrato bruxólico de Florianópolis em A Antropóloga.




Após árdua espera, Zeca Pires retorna às telas com o seu novo/antigo longa-metragem A Antropóloga. Ao enfrentar adversidades relacionadas à captação de recursos, o filme vencedor do Edital da Cinemateca Catarinense de 2002, finalmente, foi finalizado e distribuído nas salas de cinema de Florianópolis. Apontado há tempos como a chance de redenção do anterior Procuradas – este alvo de zombarias em território nacional - o longa estréia com uma excelente bilheteria e boa repercussão local.

Mais uma vez, Zeca retoma os temas regionais - dessa vez o universo bruxólico da ilha de Florianópolis. Longe dos clichês acerca da ilha da magia, aborda o cotidiano da comunidade da Costa da Lagoa, através de um olhar estrangeiro. De uma ilha à outra, Malu, a antropóloga do título, deixa os Açores e vem a Florianópolis a fim de estudar a etnobotânica da região.  Sabiamente colocados na abertura do filme, os vulcões açorianos em erupção, prenunciam o que estará por vir - a provação de Malu. Imediatamente, a personagem-título desenvolve afeto pelos novos vizinhos, em especial pela menina Carolina que se acredita ter um câncer terminal no cérebro. Esta, embora filha de um médico, não dispõe de um tratamento médico intenso e permanece apenas aos cuidados de Dona Ritinha, a líder comunitária e também benzedeira da região. É desse argumento completamente plausível que renasce o inesgotável embate entre a razão e emoção, ou melhor: ceticismo e misticismo.

Mostrada superficialmente, a pesquisa de Malu é complementada com depoimentos verídicos dos moradores da região. A câmera documental - já uma característica do diretor - capta grandes closes de rostos expressivos e vividos dos habitantes.  Por vezes, arrancando risos do público ao ouvirem as vozes carregadas de sotaque ilhéu e simplicidade.  

A partir do entrosamento entre protagonista e demais personagens, pouco a pouco, a narrativa toma nuances fantasmagóricas: eventos sem explicação advêm com maior freqüência. Vistos, a princípio, com ceticismo pela antropóloga, são incorporados crescentemente ao seu imaginário, até a própria abster-se do ofício original - a pesquisa, agora suprimida pelos desenhos de Franklin Cascaes, toma proporções assustadoras. Logo, o diagnóstico de Dona Ritinha de que Carolina sofreria de empresamento/embruxamento - supostamente a influência de uma bruxa má - torna-se uma possível realidade. Para a ciência, câncer; para os ilhéus, influência maléfica.

Como estratégia de alívio são introduzidas três figuras góticas. Repletos de emblemas cristãos, esses vem à costa da lagoa - ironicamente - contemplar o grande sabá das bruxas. Funcionam, sim, como alívio à tensão, porém são completamente inverossímeis em seus atos. Diferente do excelente elenco que integra a produção destaca-se Sandra Ouriques como a convincente benzedeira Ritinha, e seu sétimo filho, Pedro, interpretado por Eduardo Bolina. Ambos atores locais. 

Contudo, o longa não se mantém livre de momentos desnecessários como a ânsia de documentar a tradição local, a exemplo o boi-de-mamão; e as referências cinematográficas, tanto ao suspense Hitchcokiano quanto à magia no cinema de Spielberg - desde a aparição de Zeca no pier à releitura de E.T no clímax do longa.   Diga-se de passagem, que as deficiências do longa são mais técnicas do que criativas - problemas com raccord, movimentos de câmera  inseguros,  e o uso abusivo de sons que prenunciam a tensão. Pouco imaginativa, a fotografia aposta em movimentos desnecessários e cansativos. Salvo alguns planos, as composições de quadro não acrescentam à arte e aos personagens.  

Adepto do "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay",  Zeca pires toma as rédeas para um final pouco racional. Estrategicamente, este fica subentendido: Malu retorna ou permanece na ilha da magia? De fato, Carolina está curada?

Apesar de consagrado pelos cineastas e jornalistas locais, A antropóloga tem problemas imensuráveis, fazendo-o de um filme interessante à razoável. Grifa-se, contudo, o problema entorno da captação de verba - uma tarefa árdua para qualquer produtor competente. Sem dúvida, é a melhor obra cinematográfica de Zeca Pires, como ele mesmo o definiu em recente entrevista a Cacau Menezes;  e também marca a retomada do cinema catarinense, colocando-o novamente em circuito nacional. A Antropóloga já teve o mérito de estrear em três salas de Florianópolis e permanece em cartaz pela segunda semana consecutiva. Requisito para todos os cineastas  -aspirantes ou não-, e  no mínimo curioso para os demais espectadores imergirem no universo bruxólico.






terça-feira, 26 de abril de 2011

Novo Blog

Boa noite queridos futuros leitores.

Para o primeiro post quero apenas apresentar o blog kinoessencia.

Essa foi uma idéia minha e da Raquel para escrevermos tudo sobre Cinema. E não apenas críticas de filme, mas tudo que envolva a arte de fazer cinema.

Aqui terá desde críticas de filmes até como fazer maquiagens especificas.

Espero que vocês gostem.

Beijos